A pessoa que presta serviço como modelo vende a sua imagem por intermédio de uma agência, por determinado tempo, com ou sem exclusividade, para marcas venderem seus produtos em um corpo semelhante ou desejado pelo comprador, para motivá-lo a comprar. Nessa profissão existe padrão afinal, esse é um dos fatores que fazem com que as pessoas se sintam instigadas a comprar algo, o que vem mudando pois, começaram a perceber a falta de diversidade na mídia e o racismo velado existente nisso. Antigamente só se viam pessoas brancas e magras nas propagandas e catálogos, (o que não faz sentido num país como o Brasil) hoje temos uma grande diversidade de modelos no mercado, construindo carreiras sólidas, independente de raça ou manequim. Como falado acima, existe um padrão e mesmo com as mudanças eles ainda prevalecem, uma modelo plus size por exemplo terá mais chances de ter sucesso se tiver um rosto fino, corpo proporcional, vestir o manequim 46/48/GG e ter altura de mais de 1,70.

Todas essas características a modelo Débora Sant têm, e esses são alguns dos seus fatores de sucesso nessa área, além do cabelo natural que é um grande diferencial, ela também é atriz, o que faz com que ela trabalhe muito com publicidade, que é a categoria mais rentável como modelo no Brasil, pois os clientes são maiores e o setor fashion aqui não é muito valorizado. A revista VOGUE por exemplo. praticamente não paga modelos e o cache do São Paulo Fashion Week por desfile nem se compara os caches de publicidade.

Com o avanço da internet como local de venda, novas oportunidades de trabalho para modelos vêm surgindo e trazendo os mesmos com frequência. O Ecommerce, como é chamado o catálogo de vendas online, aumentou a procura principalmente, por marcas de roupas fast-fashion (marcas grandes de roupas que são feitas em larga escala com pouca qualidade, tem uma alta demanda de trabalho e metas de mais de 80 peças para serem fotografadas por dia, isso no Brasil.) Esse setor vem crescendo cada vez mais e com a pandemia, foi uma forma das pessoas continuarem comprando, já que as lojas estavam fechadas.

Esse tipo de serviço vem crescendo no mundo todo, a China é um mercado enorme no Ecommerce com Sites como Shein, Aliexpress e outros e tem uma alta demanda de modelos ocidentais de todos os manequins (afinal eles vendem tudo para o mundo todo e tem diárias que passam de 200 looks com caches melhores do que os caches do Brasil). Para uma modelo ir para China ela precisa que a agência dela do Brasil a apresente para as agências de lá, se a modelo for aprovada a agência da China vai disponibilizar para ela todos os documentos para a emissão do visto de trabalho. Normalmente, antes de aceitar uma modelo, eles apresentam os perfis para as marcas para ver se a modelo vai ser vendida lá ou não.

Depois da aprovação do visto a modelo avalia se ela vai por conta própria ou não para o país. A maioria vai com a agência pagando tudo para que depois a modelo devolva o valor investido (passagens, moradia, dinheiro para sobreviver nas primeiras semanas, trabalhando.)

Já na Europa, na Inglaterra, o processo não é muito diferente, mas o mercado muda muito. Existe mais competição, já que o acesso a Inglaterra é muito mais fácil do que à China. É possível ficar lá por três meses sem visto de trabalho e adquirir um já estando lá. Além disso o mercado é mais comercial, comparando com países como França e Itália onde as grifes mandam no mercado. Em terras inglesas o ecommerce também tem muita demanda, mas é mais difícil de uma marca pegar modelos novas para as terem como fixas para catálogo.

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